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Bahia no Brasileirão 2024: ficha, elenco, ambições e análise – Itatiaia

 Bahia no Brasileirão 2024: ficha, elenco, ambições e análise – Itatiaia
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Everton Ribeiro foi um dos grandes investimentos do Bahia para a temporada
Letícia Martins/EC Bahia

Depois de se livrar do rebaixamento na última rodada da Série A do Campeonato Brasileiro em 2023, o Bahia espera uma história diferente em 2024. Empolgado com o investimento feito em contratações pelo Grupo City nesta temporada, o Tricolor almeja garantir um calendário internacional no ano que vem.
Em números, o começo de temporada é positivo. São 16 vitórias, três empates e cinco derrotas em 23 jogos – aproveitamento de 70,8%. Vale lembrar que, em três dessas partidas (duas derrotas e um empate), o clube optou por escalar uma equipe sub-20.
Mesmo com os bons números, a perda do título estadual para o Vitória, principal rival na Bahia, colocou pressão no técnico Rogério Ceni. Após a decisão no último domingo (7), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), parte da torcida pediu a demissão do comandante, que garantiu que não mudará suas convicções.
“Temos uma convicção de trabalho. Ela é seguida. A maneira como o time joga, como propõe (…) Mas, por uma ou duas partidas que as coisas não funcionaram, e pela perda do título, que é triste, não podemos mudar nossas convicções. Isso é um processo. Esperamos fazer bons jogos da maneira que trabalhamos”, destacou.
Rogério Ceni inicia o Brasileiro sob pressão após a perda do Baiano para o Vitória
Letícia Martins/EC Bahia
O comandante tem o respaldo do elenco e da diretoria, e a classificação para a semifinal da Copa do Nordeste ajudou a dar uma esfriada nas cobranças da torcida.
Além do regional, a única competição que o Esquadrão de Aço disputará em paralelo com o Campeonato Brasileiro é a Copa do Brasil. O Tricolor se garantiu na 3ª fase após passar por Moto Club-MA e Caxias-RS.
O próximo adversário será definido em sorteio na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A data ainda não foi definida.
Apesar do problema na lateral esquerda, o Esquadrão investiu pesado no mercado de transferências do início do ano. Nomes conhecidos no cenário nacional, como Everton Ribeiro, Caio Alexandre, Jean Lucas e Victor Cuesta, foram contratados para dar uma nova cara ao elenco.
Além disso, chegaram os colombianos Santiago Arias, que já disputou duas Copas do Mundo com a Colômbia, e Oscar Estupiñan, que estava na Europa.
Diante da montagem do elenco, é natural que o Bahia seja um time que vai procurar ficar com a bola. O quarteto de meio-campo (Caio Alexandre, Jean Lucas, Cauly e Everton Ribeiro) é a base dessa equipe, que tem o melhor ataque entre os postulantes da Série A em 2024, com 51 gols marcados.
Dentro de casa, o time treinado por Rogério Ceni ainda não foi derrotado nesta temporada. São nove vitórias e um empate, com 25 gols marcados e apenas quatro sofridos. A Fonte Nova, portanto, é perigosa para qualquer adversário.
O principal problema no elenco do Bahia é a ausência de laterais esquerdos. O único que integra o elenco hoje, Ryan, sofreu uma lesão no tornozelo e teve de passar por cirurgia. Dessa forma, Rogério Ceni tem improvisado o volante Rezende e o meia Luciano Juba na posição.
Lateral-esquerdo Iago Borduchi só chegará ao Bahia em julho
FC Augsburg/Divulgação
O clube vive a expectativa da chegada de Iago Borduchi, com quem tem pré-contrato assinado. O jogador deve desembarcar em Salvador em julho. O vínculo terá duração de quatro anos. Até lá, Ceni deve seguir com os improvisos.
Outra preocupação do Esquadrão para o Campeonato Brasileiro é a defesa. Dentre os clubes da Série A, o Tricolor foi o que mais sofreu gols na atual temporada (23). Parte disso se justifica, na visão de Ceni, pelo “cansaço” no setor de meio-campo.
“Não temos as trocas necessárias para o modelo de jogo no meio de campo (…) Quando temos que fazer as trocas pelo cansaço, temos que encontrar a solução. Dentro do modelo de jogo que construímos, quando o cansaço bate, sofremos mais do que o normal”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva recente.
A estreia do Bahia no Brasileirão será neste sábado (13), às 18h30 (de Brasília), contra o Internacional, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
Dono de dois títulos do Campeonato Brasileiro (1959 e 1988), o Esquadrão nunca levantou a taça da competição na era dos pontos corridos – iniciada em 2003. A melhor campanha no atual formato foi registrada em 2018, quando o clube terminou na 11ª posição, com 48 pontos. Em 2017, fez 50 pontos, mas terminou em 12º.

Tiago Lemos, repórter do GE
“O Bahia chega para a disputa do Brasileirão com um modelo de jogo definido e focado no quarteto Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Cauly. Referências técnicas, os meio-campistas garantem posse da bola e boas jogadas, mas deixam o time vulnerável na marcação e nas disputas mais físicas. Equação mal resolvida que resultou na perda do título baiano para o Vitória, único time de Série A enfrentado até agora. Nos demais duelos do ano, contra equipes tecnicamente inferiores, o Bahia sobrou em muitos deles, até mesmo quando poupou jogadores. O Tricolor pode brigar para estar no G-10 do Brasileiro, mas tem que encontrar um melhor equilíbrio entre ataque e defesa para ter sucesso em sua missão”.
Marcos Valença, repórter da Rádio Sociedade e editor de esportes do A TARDE
“O Bahia começou a temporada com a expectativa muito alta. As contratações de Jean Lucas, Caio Alexandre e Everton Ribeiro e a manutenção de Cauly fizeram com que o torcedor acreditasse que a perspectiva era brigar por uma Libertadores. Porém, neste primeiro trimestre, vemos uma dificuldade muito grande quando o time enfrenta adversários de nível parecido. Então aquela expectativa está sendo dissipada. Uma classificação para a Sul-Americana, neste momento, seria uma visão mais próxima da realidade. O Bahia sofreu muito nos clássicos contra o Vitória. Isso foi uma demonstração de que o time não está rendendo o que se imaginava”.

Esporte Clube Bahia

Técnico: Rogério Ceni.

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