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Censo: Bahia tem o maior número de analfabetos do país – Alô Alô Bahia

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Redação
Ijeab/Freepik
Um em cada dez baianos de 15 anos ou mais não deu nem o primeiro passo para o acesso à educação, um direito básico de todas as pessoas, de acordo com dados do Censo Demográfico, divulgado nesta sexta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2022, na Bahia, 1.420.947 pessoas de 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever um bilhete simples, ou seja, eram não alfabetizadas. A taxa de analfabetismo era 12,6%. Os dados revelam ainda que, apesar de ter visto sua população não alfabetizada diminuir 17,8% entre 2010 e 2022, com menos 308.350 pessoas nessa condição, a Bahia não teve, nesse período, nenhum avanço no ranking nacional do analfabetismo, mantendo-se nas mesmas posições de 12 anos atrás.
Assim como ocorre há pelo menos 31 anos, desde o Censo de 1991, a Bahia continuava, em 2022, com o maior número de pessoas de 15 anos ou mais de idade analfabetas do Brasil. Além disso, repetindo 2010, sustentou a 9ª maior taxa de analfabetismo entre os estados.
No Brasil, 11.403.801 pessoas de 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever, representando uma taxa de analfabetismo de 7,0%. Os nove estados do Nordeste tinham as nove maiores taxas do país, liderados por Alagoas (17,7%), Piauí (17,2%) e Paraíba (16,0%). A região Nordeste concentrava pouco mais da metade de todos os analfabetos do Brasil: 6.123.989, 53,7% do total. Por outro lado, Santa Catarina (2,7%), Distrito Federal (2,8%) e Rio Grande do Sul (3,1%) reuniram as menores taxas de analfabetismo, em 2022.
Dados absolutos de 2022
Salvador
A capital baiana, em 2022, tinha a menor taxa de analfabetismo do estado, com 3,5% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que moravam no município, ou 69.481 em números absolutos, não sabiam ler nem escrever um bilhete simples.
Entre as 27 capitais, Salvador tinha o 4º maior número absoluto e a 13ª proporção de pessoas não alfabetizadas. Maceió (AL), com 8,4%, Teresina (PI), com 7,1%, e Rio Branco (AC), com 7,0%, tinham as maiores taxas de analfabetismo, enquanto Florianópolis (SC), com 1,4%, Curitiba (PR), com 1,5%, e Porto Alegre (RS), com 1,7%, tinham as menores.
Em 12 anos, o número de pessoas não alfabetizadas caiu 17,5% em Salvador, o que representou menos 14.723 moradores nessa condição. A taxa de analfabetismo, que era 4,0% em 2010, também recuou (-0,5%). Ainda assim, o município piorou no ranking de analfabetismo entre as capitais, indo da 14ª para 13ª maior taxa, entre 2010 e 2022, superando Cuiabá/MT, cuja taxa era 4,3% e passou a 3,3%.
 
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